O Ano Jubilar de 25 anos atrás – o último do segundo milênio – foi celebrado a partir do dia de Natal do ano 1999 em todas as diocese do Brasil. O jornal O Lábaro do dia 9 de janeiro de 2000 noticia o fato com um texto sucinto: “A grande festa preparada pela Coordenação de Pastoral da Diocese de Taubaté para a abertura do Ano Jubilar do 2000º aniversário do nascimento de Jesus teve um elemento surpresa com o qual não contavam os organizadores: emoção. O toque das trombetas que antecedeu a abertura da catedral envolveu as mais de seiscentas pessoas num clima de muita fé e de incontida emoção. Visivelmente emocionado, Dom Carmo apresentava ao povo o evangeliário num dos pontos altos da grande celebração.”
A cerimônia de abertura do Ano Jubilar de 2000 teve início no em frente ao antigo Palácio Episcopal, na ocasião servindo como sede da Cúria Diocesana. Às 9 horas o povo aglomerava-se no Largo do Rosário juntando-se a uma procissão que teve início no interior da igreja de Nossa Senhora do Rosário, formada pelo clero diocesano e seminaristas, para tomar o rumo da igreja catedral onde se dariam os ritos de abertura. Na saída, o bispo diocesano naquela ocasião, dom Carmo João Rhoden, explicou o sentido da celebração e foi lida a bula papal “Incarnationis Mysterium”que instituía e orientava as celebrações do Grande Jubileu de 2000. Entre o povo, um coral de cento e cinquenta pessoas formado por cantores de todas as paróquias da diocese sustentava com brilhantismo a parte dos cantos litúrgicos.
A procissão seguiu animada pelos cantos, descendo os dois quarteirões da rua Visconde do Rio Branco para virar à direita e ganhar a praça Dom Epaminondas, onde se encontra a catedral de São Francisco das Chagas. Conta O Lábaro que “A chegada do cortejo foi saudada por um grupo de músicos de São José dos Campos ao som de trombetas, trompas, cordas e percussão, dando o toque de pompa que as circunstâncias exigiam.”
Após a cerimônia da Entrada, Dom Carmo, ladeado pelo bispo emérito Dom Antônio Miranda e pelo vigário geral da diocese Monsenhor José Oswaldo Clemente, seguiu para o presbitério para a celebração da missa solene.
A abertura nas basílicas e nas catedrais
Há uma diferença no rito de abertura do ano jubilar entre o que acontece em uma basílica e o que acontece em uma catedral. Numa basílica existe uma porta principal, denominada “Porta Santa”, que normalmente não é aberta e somente se abre nos anos jubilares. Assim, o bispo diocesano de Taubaté, por ocasião do Ano do Jubileu de 2000 – Dom Carmo João Rhoden – procedeu à cerimônia da “Entrada da Catedral”, já que nas igrejas que não são basílicas não existe a “Porta Santa”.
Henrique Faria