Peregrinos da Esperança: a vivência do Ano Santo na Diocese de Taubaté

Com iniciativas de fé e esperança, a Diocese de Taubaté celebrou o Ano Santo de 2025, convidando os fiéis a viverem em plenitude a comunhão e a unidade.

                Nesta edição do Jornal O Lábaro, recordamos os acontecimentos do Ano Santo em nossa Diocese e destacamos a significativa experiência de peregrinação. Com a abertura celebrada no dia 29 de dezembro de 2024, uma primeira caminhada como Peregrinos da Esperança levou o povo do Santuário Santa Teresinha até a Catedral de São Francisco das Chagas, em um momento histórico e emocionante.

                Por ocasião do Jubileu da Esperança, nesse mesmo dia, ao final da celebração, o bispo diocesano, Dom Wilson Luís Angotti Filho, lançou o projeto pastoral “Família em Oração no Ano Santo”, com o objetivo de reunir as famílias para rezar e refletir a Palavra de Deus sob a temática da esperança. Durante todo o ano, as famílias que se reuniram em suas casas ou nas comunidades tiveram a oportunidade de crescer nos laços familiares e na fé.

                Ao longo de 2025, diversas peregrinações ocorreram, conduzindo o povo às igrejas jubilares de nossa Diocese. A Catedral de São Francisco das Chagas recebeu as peregrinações das pastorais diocesanas e das foranias, enquanto a Basílica do Senhor Bom Jesus acolheu numerosas peregrinações paroquiais.

                Para os vigários forâneos de nossa Diocese, as peregrinações foram as experiências mais significativas deste Ano Santo.

                Para o padre Ricardo Luís Cassiano, pároco da Paróquia São Luís de Tolosa e vigário forâneo da Forania Nossa Senhora da Conceição, as peregrinações foram importantes oportunidades de comunhão diocesana.

                “Destaco como importante experiência vivida pelo povo, neste Ano Santo da Esperança, as peregrinações à Catedral, como busca pelo Sagrado e, ao mesmo tempo, como expressão de pertença e de comunhão, despertando uma maior consciência da Igreja diocesana. Foi bonito perceber a alegria de estarmos unidos pela mesma fé e com o coração radiante de esperança”, afirmou.

                Para o vigário forâneo da Forania São Bento, padre Adilson Fernandes Chaves, MSJ, as peregrinações também foram o ponto alto do Ano Santo e revelaram uma significativa compreensão do povo sobre o espírito sinodal.

                “No Ano Jubilar, o que mais marcou foram as peregrinações, que constituíram a concretização de um projeto pastoral diocesano cuidadosamente delineado ao longo dos anos. Nelas, evidenciou-se de maneira expressiva o valor da unidade paroquial: comunidades caminhando juntas, orientadas por um mesmo propósito, contribuíram de forma marcante para a vivência e a manifestação do espírito sinodal em toda a Diocese”, relembrou.

                O Ano Santo é uma grande oportunidade tanto para pedir quanto para conceder o perdão. As indulgências se inserem nesse contexto da misericórdia e do perdão de Deus. Para o vigário forâneo da Forania Menino Jesus, padre Paulo Vinícius Ferreira Gonçalves, pároco da Paróquia São João Bosco, foi perceptível, em nossa Diocese, a busca pelo Sacramento da Reconciliação.

                “No decorrer do Ano Santo da Esperança, o que mais me tocou foi a intensa procura do povo pelas confissões e pelas indulgências. Mesmo aqueles que não compreendiam plenamente o seu significado demonstraram o desejo e o esforço de entender essa doutrina, que é, de fato, um pouco complexa. Houve uma verdadeira fome de reconciliação. Vi longas filas nos confessionários, corações inquietos, pessoas afastadas há muitos anos retornando com humildade e fé. A confissão voltou a ser aquilo que sempre foi: porta de misericórdia e recomeço de vida”, destacou o padre.

                Padre Paulo Vinícius observou ainda um renovado desejo de viver a fé.

                “As igrejas estiveram mais cheias. E não apenas cheias de fiéis, mas cheias de fé e esperança. Percebi o povo mais unido, mais consciente de sua identidade católica e mais disposto a retomar a caminhada espiritual com seriedade. Nos jubileus, especialmente na Catedral, pude observar a fé viva do nosso povo: famílias, jovens em busca de sentido, idosos — todos caminhando juntos, como quem sabe que a graça de Deus renova o coração.”

                Padre Gabriel Henrique de Castro, vigário forâneo da Forania Nossa Senhora do Bom Sucesso e pároco da Paróquia São Vicente de Paulo, apontou como um dos frutos do Ano Santo a renovação da esperança no coração das pessoas.

                “Neste Ano Santo, pude perceber o fortalecimento da esperança do nosso povo, sobretudo por meio dos temas das novenas dos padroeiros paroquiais e dos diversos encontros pastorais. Ficou claro que a esperança não é uma teoria, mas uma Pessoa, que se chama Jesus de Nazaré. Ao tratarmos de Deus, compreendemos que essa esperança não se reduz às coisas passageiras, embora elas sejam sinais das realidades definitivas. Diante de todas as expectativas, a maior delas é aquilo que almejamos após este mundo. Creio que nosso povo teve muitas oportunidades de formação e nutrição espiritual dessa virtude teologal, para viver de forma mais consciente a fé e a prática do amor-caridade”, afirmou.

                Para o vigário forâneo da Forania Nossa Senhora d’Ajuda, padre Leandro dos Santos, o Ano Santo foi um tempo de redescoberta da esperança, de conversão e de fortalecimento da comunhão.

                “O Ano Santo foi muito significativo para toda a Igreja, pois renovamos a nossa esperança, que é uma virtude fundamental para nós, cristãos. Foi um tempo oportuno para redescobrir a esperança em Deus e viver os fundamentos da nossa fé em Cristo. A peregrinação foi um elemento central do Ano Santo, pois permitiu aos fiéis redescobrir o valor do silêncio, do esforço e da essencialidade. Muitos retomaram sua caminhada de conversão por meio do Sacramento da Reconciliação. Ressalto também a experiência de se sentirem amados pela Igreja e parte de uma comunidade universal. As celebrações do Ano Santo foram uma oportunidade de fortalecer a comunhão entre nós e de perceber que todos somos chamados à transformação pessoal e social, para que os cristãos sejam agentes de mudança no mundo”, destacou.

                Durante o Ano de 2025, as pastorais diocesanas, as foranias e as paróquias realizaram suas peregrinações em celebração ao Jubileu da Esperança. Com alegria e unidade, no último trimestre do ano, peregrinaram até a Catedral de São Francisco das Chagas a Pastoral da Educação, a Renovação Carismática Católica e Novas Comunidades, os Movimentos Marianos, o Apostolado da Oração, entre outros, além da Pastoral Carcerária.

                O encerramento do Ano Santo na Diocese de Taubaté ocorrerá no dia 28 de dezembro, com a Santa Missa às 9h, na Catedral de São Francisco das Chagas.

 

Valquíria Vieira

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