Jubileu de Prata reuniu comunidade, bispos e sacerdotes que fizeram parte da história da paróquia e renovou o compromisso de “alargar a tenda” para as próximas gerações
Com o coração marcado pela gratidão, pela memória e pela esperança, a Paróquia São José, de Tremembé, celebrou seu Jubileu de Prata, comemorando 25 anos de caminhada pastoral.
As celebrações tiveram como tema “Há 25 anos armando a tenda do encontro, da comunhão e da missão”, expressão que sintetiza a trajetória de uma comunidade construída pela fé, pelo serviço e pela participação de muitas gerações.
A programação jubilar foi marcada por momentos de oração, celebração e confraternização e contou com a presença de sacerdotes que passaram pela Paróquia São José ao longo desses 25 anos, proporcionando à comunidade reencontros e a recordação das diferentes etapas de sua história.
Também participaram das celebrações o bispo emérito, Dom Carmo João Rhoden, scj, e o atual bispo diocesano, Dom Wilson Angotti, que se uniram à comunidade neste momento especial de ação de graças.
O Jubileu recordou ainda outra data significativa: os 15 anos da dedicação da Igreja Matriz, espaço que, ao longo dos anos, tornou-se cenário de tantas experiências que fazem parte da vida da comunidade.
Na homilia da celebração do dia 18 de agosto de 2026, o Padre Alan Rudz, Pároco da Paróquia São José, destacou o significado da data e convidou a comunidade a olhar para o passado com gratidão e para o futuro com responsabilidade:
“Hoje é dia de festa. Hoje é dia de memória. Hoje é dia, sobretudo, de gratidão”, afirmou no início da reflexão.
Ao recordar os 25 anos da paróquia e os 15 anos da dedicação da Igreja Matriz, padre Alan ressaltou que as paredes do templo guardam muito mais do que acontecimentos: guardam histórias de pessoas:
“Quantos batizados. Quantas primeiras comunhões. Quantas crismas. Quantos casamentos. Quantas confissões. Quantas despedidas daqueles que amamos”, recordou.
“Esta igreja tem história porque aqui existe um povo que tem história.”
As pequenas luzes que construíram essa história
Um dos momentos marcantes da homilia foi a recordação das “pequenas luzes” que Deus acendeu na paróquia durante esses 25 anos.
Padre Alan lembrou catequistas, coroinhas, ministros, diáconos, seminaristas, funcionários, membros dos conselhos, coordenadores, músicos, leitores, agentes da ação social, dizimistas, benfeitores e tantas outras pessoas que, muitas vezes silenciosamente, ajudaram a construir a caminhada da comunidade.
“Talvez os nomes de todas essas pessoas nunca estejam escritos nas paredes desta igreja. Mas estão escritos na história desta paróquia. E muitos estão escritos somente no coração de Deus”, afirmou.
O sacerdote também destacou a presença das crianças e dos jovens na vida paroquial:
“Uma Igreja onde há crianças é uma Igreja que tem futuro”, disse.
Um Jubileu para agradecer e pedir perdão
A celebração da história não se limitou às conquistas. Padre Alan convidou a comunidade a reconhecer também as feridas que podem ter surgido durante a caminhada:
“Uma noite de Jubileu precisa ter espaço não somente para o nosso ‘obrigado’. Precisa ter espaço também para o nosso ‘perdão’”, afirmou.
O sacerdote recordou as vezes em que alguém pode não ter sido acolhido, escutado ou compreendido e apresentou o Jubileu como oportunidade de reabrir portas.
A reflexão reforçou um dos principais compromissos da caminhada jubilar: construir uma comunidade na qual exista espaço para quem chega, para quem retorna e para aqueles que desejam recomeçar.
Jesus Cristo é o fundamento
Outro ponto central da homilia foi a lembrança de que a história da paróquia não pertence a uma pessoa, liderança ou grupo específico. “Passaram padres. Passaram coordenadores. Passaram agentes de pastoral. Passaram gerações e outros passarão. Eu também um dia passarei. Mas Jesus Cristo permanece”, afirmou padre Alan.
Cuidar das pessoas é cuidar da casa de Deus
Ao falar sobre o zelo pela casa de Deus, padre Alan chamou a atenção para algo ainda mais precioso do que o patrimônio físico: as pessoas.
Para o sacerdote, cuidar da Igreja significa também acolher quem chega, aproximar-se de quem sofre, abrir espaço para quem deseja servir:
“Vamos alargar a tenda!”
A imagem que inspirou todo o Jubileu ganhou força especial no encerramento da homilia. “Há lugar na tenda! Porque a Igreja não é um clube dos perfeitos. É a casa dos filhos de Deus”.
O desafio para os próximos anos é continuar construindo uma Paróquia cada vez mais acolhedora, missionária, orante e comprometida especialmente com as famílias, os jovens, as crianças e os mais necessitados.
O testemunho de quem viveu essa história
Entre aqueles que acompanham de perto a caminhada da Paróquia São José estão Anderson e Solange, atuais coordenadores do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP). Ao celebrarem os 25 anos da comunidade, os dois compartilharam um testemunho marcado pela gratidão:
“É com muita alegria e emoção que celebramos 25 anos de nossa Paróquia São José. Tivemos a graça de, em família, acompanhar essa linda história. Há 25 anos, quando estava começando, não imaginávamos que estaríamos aqui, olhando para trás e percebendo quantas coisas Deus realizou em nossa paróquia”, relatam.
Para Anderson e Solange, esses anos também ajudaram a compreender que uma paróquia é muito mais do que sua estrutura física: “Aprendemos que a paróquia não é apenas um prédio. A paróquia é o povo de Deus reunido. São famílias, pastorais, padres, diáconos, seminaristas e todos aqueles que colocam seus dons a serviço.”
Um novo capítulo da história
O Jubileu de Prata não foi celebrado apenas como memória do passado, mas também como compromisso com o futuro. Padre Alan convidou a comunidade a pensar na herança que deseja deixar para as próximas gerações:
“Daqui a 25 anos, se Deus quiser, outros estarão aqui celebrando: ‘50 anos da Paróquia São José!’ E eu me pergunto: que paróquia queremos entregar a eles?”
Ao concluir a homilia, o sacerdote recordou as doze velas que marcam a dedicação da Igreja Matriz e simbolizam a luz da Igreja apostólica. E deixou uma frase que sintetiza não apenas a celebração do Jubileu, mas também a responsabilidade que nasce dele:
“Recebemos uma luz para entregá-la acesa à próxima geração.”
Assim, ao celebrar seus 25 anos de história, a Paróquia São José olha para o caminho percorrido com gratidão, reconhece aqueles que ajudaram a construí-lo e renova sua missão para o futuro: continuar sendo casa de Deus, casa de irmãos, de portas abertas, mantendo viva a luz da fé e alargando cada vez mais a tenda do encontro, da comunhão e da missão.
Paróquia São José – Tremembé (SP)
Jubileu de Prata – (2001–2026)
Texto produzido por Verônica Santos – PASCOM Par. São José.
