Diocese de Taubaté acolheu o Congresso Regional Sul 1 da Pastoral Familiar: oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a ação pastoral das famílias

A cidade de Campos do Jordão (SP) acolheu, entre os dias 18 e 20 de setembro de 2026, o 22º Congresso Regional Sul 1 da Pastoral Familiar, com a presença de cerca de 300 pessoas representantes das sete sub-regiões do Estado de São Paulo. Com o tema “Familiaris Consortio e Amoris Laetitia: atualidade e desafios nos tempos atuais” e o lema “Fazei tudo o que ele vos disser”, a programação foi iniciada com a Santa Missa, presidida pelo bispo anfitrião, Dom Wilson Luís Angotti Filho, bispo de Taubaté. Também estiveram presentes Dom José Valmor Cesar Teixeira, bispo de São José dos Campos e referencial para a Pastoral Familiar na Província Eclesiástica de Aparecida; Dom Rogério Neves, bispo de São João da Boa Vista (SP) e referencial da Pastoral Familiar no Regional Sul 1 da CNBB; além de padres e diáconos de diversas dioceses do Estado de São Paulo.

Ao iniciar a celebração eucarística, Dom Wilson acolheu os congressistas e desejou que todos pudessem se sentir em casa durante os dias do Congresso.

“Que todos se sintam bem acolhidos, que todos sejam bem-vindos, que nos sintamos todos em casa, dado que somos uma única família de Deus”, iniciou o bispo.

Após a Santa Missa, durante a cerimônia de abertura, Dom César, que coordenou a organização do Congresso, acolheu a todos e motivou os participantes para que os estudos realizados durante o encontro pudessem se tornar sementes de vida.

“Nós, todos participantes, vamos fazer deste Congresso um momento alto da Pastoral Familiar. Que os documentos que vamos estudar sejam acolhidos em nosso coração para se tornarem sementes de vida, queridas por Deus, porque a família é o primeiro projeto”, disse Dom César.

Dom Wilson, acolhendo mais uma vez todos os participantes, pediu que os dias de estudo apontassem para a beleza do matrimônio e ajudassem a enfrentar os desafios com esperança.

“Que esse encontro nos ajude a enfrentar os desafios do dia a dia com atitudes de misericórdia, acolhimento e esperança. Que este tempo seja uma oportunidade de renovação, cura e fortalecimento para cada família”, desejou Dom Wilson.

O padre Fernando Francisco, assessor eclesiástico da Pastoral Familiar do Regional Sul 1, dirigiu palavras de motivação aos participantes. Em seguida, o padre Luiz Fernando, da Diocese de São José dos Campos e assessor do Congresso, também convidou a todos a se fortalecerem no amor durante os dias do encontro.

Com palavras de unidade, o casal coordenador do Regional Sul 1 da Pastoral Familiar, Tânia e Roni, agradeceu a presença de cada participante, que, mesmo diante das dificuldades, fez o esforço para estar presente.

Daniel e Cristina, casal coordenador da Pastoral Familiar na Província Eclesiástica de Aparecida e na Diocese de Taubaté e organizadores do Congresso, apresentaram todo o processo de organização e proferiram agradecimentos a todos os envolvidos, colocando especialmente o encontro sob a intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

O primeiro dia do Congresso foi encerrado com um jantar de confraternização.

Na manhã de sábado,19 de setembro, os congressistas participaram da Santa Missa, presidida por Dom César. Em sua homilia, o bispo fez referência ao grão de mostarda lançado em solo fértil, comparando-o ao Congresso, que, embora seja como um pequeno grão, pode produzir frutos na missão evangelizadora.

A primeira conferência do sábado foi dedicada à Exortação Apostólica Familiaris Consortio, do Papa São João Paulo II. Proferida pelo padre Wladmir Porreca, presbítero da Diocese de São João da Boa Vista (SP), especialista em terapia de famílias e casais, a reflexão destacou que a ação pastoral começa em si mesmo, na própria família e na vivência da comunhão.

“Sem comunhão, a família não vive. Essa comunhão se dá na relação: primeiro, na minha família; depois, na paróquia; e, em terceiro lugar, em algo muito maior que tudo isso aqui. Comunhão mínima gera autoridade máxima.”

No período da tarde de sábado, os congressistas acompanharam a conferência de Dom Eduardo Malaspina, bispo de Itapeva (SP), que abordou o tema “Amoris Laetitia: novidade, desafios e perspectivas atuais”. O bispo destacou a família como sujeito da evangelização e a importância de uma pastoral aberta à conversão.

“A família não é apenas destinatária dos nossos cursos, dos nossos serviços; ela é sujeito de evangelização. Por isso, manter juntas a verdade e a esperança, contemplar as sombras sem esquecer a luz, reconhecer as feridas sem transformá-las em identidade. A conversão pastoral começa quando a comunidade pergunta: ‘Como pode tornar-se uma casa onde seja possível voltar? Que bom que você veio, Deus estava com saudade de você’. Como na passagem do filho pródigo, o importante não é o que você fez, o importante é que você voltou”, apontou o bispo.

No fim da tarde de sábado, o Congresso recebeu a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, trazida pelo Ir. Alan Zucherato, Missionário Redentorista, que conduziu um momento mariano, refletindo sobre a experiência de família a partir do exemplo de Maria.

O Congresso da Pastoral Familiar contou ainda, no domingo, 20 de setembro, com uma última conferência, que trouxe um aprofundamento sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032. O padre Rodolfo Chagas, assessor nacional da Pastoral Familiar, abordou o tema, apontando como a imagem de uma tenda, apresentada nas Diretrizes, pode ajudar a Pastoral Familiar a desenvolver um efetivo projeto evangelizador.

“Para que a Pastoral Familiar consiga evangelizar o ser humano integralmente, ela precisa olhar para a Igreja e se sentir Igreja como uma tenda do encontro com os irmãos e irmãs. Uma tenda alargada, aberta, que muda sem perder o essencial, Jesus Cristo”, afirmou o padre Rodolfo.

A programação do Congresso foi encerrada logo após a conferência do padre Rodolfo. Em uma breve cerimônia, os organizadores proferiram os agradecimentos. Às 12h, Dom Rogério Neves presidiu a Santa Missa e, em sua homilia, falou, a partir do Evangelho, sobre a importância de sermos mais próximos uns dos outros para nos tornarmos pessoas mais generosas.

“Das relações quebradas, dos conflitos, das discussões, das brigas e de tudo que pode ter acontecido, que faça com que a gente passe a ter um interesse maior por aquilo que acontece com as pessoas e nos faça ter ou uma alegria, ou pelo menos um alívio, um consolo de ver que a gente pode fazer alguma coisa pelos outros, que a gente pode melhorar um pouquinho a vida dos outros”, apontou Dom Rogério.

Após a Santa Missa, o casal coordenador do Regional Sul 1 da Pastoral Familiar, Tânia e Roni, fez a leitura da carta do 22º Congresso Regional Sul 1 da Pastoral Familiar e anunciou a Província Eclesiástica de Campinas como a próxima sede do Congresso, em 2029.

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